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Educar para transformar
Por Rafael Oliveira

03 de Dezembro de 2012

Recentemente me preparava para participar de um fórum que tinha o objetivo de discutir os rumos da educação em nosso país e os impactos de tais rumos nos ambientes organizacionais e por consequência em nossa economia. Durante essa preparação as conclusões a que fui chegando me deixaram de certa forma entristecido, porém, maior que a tristeza foi o entusiasmo em perceber que há muito a ser feito, e especialmente porque não se trata de mudar todos os rumos da vida e começar a lecionar numa escola pública e muito menos qualquer tipo de trabalho voluntário, ficou ainda mais claro quanto podemos contribuir de nossas posições, mas podemos mesmo?
Recentemente me preparava para participar de um fórum que tinha o objetivo de discutir os rumos da educação em nosso país e os impactos de tais rumos nos ambientes organizacionais e por consequência em nossa economia. Durante essa preparação as conclusões a que fui chegando me deixaram de certa forma entristecido, porém, maior que a tristeza foi o entusiasmo em perceber que há muito a ser feito, e especialmente porque não se trata de mudar todos os rumos da vida e começar a lecionar numa escola pública e muito menos qualquer tipo de trabalho voluntário, ficou ainda mais claro quanto podemos contribuir de nossas posições, mas podemos mesmo? Muito se fala nos dias de hoje sobre a baixa qualidade de grande parte de nossos profissionais, especialmente daqueles que estão disponíveis. A falta de profissionais qualificados está entre as maiores preocupações dos executivos e profissionais de recursos humanos. Aparentemente, não temos especialistas e técnicos suficientes, para falar apenas de profissionais que exigem maior desenvolvimento, para suprir um mercado de trabalho que cresceu de forma consistente nos últimos anos. Mas seria esse, de fato, um problema nas formações técnicas e superiores? O acesso ainda é baixo? A qualidade do ensino de tais escolas ainda não é suficientemente boa? Sim! Estes aspectos são parte do problema, mas é preciso ir à raiz, nosso problema é de base!

Há algumas iniciativas para facilitar o acesso dos jovens à educação superior, especialmente para aqueles que têm limitações financeiras, mais comerciais do que inclusivas, diga-se, mas que, de certa forma, acabam cumprindo um papel. O crescente número de instituições, apesar da qualidade questionável do ensino de algumas, os valores, mais acessíveis do que em outros tempos, a pulverização destas instituições, o que facilita, inclusive, quanto aos deslocamentos, porém, os esforços no sentido de proporcionar uma educação básica pública de melhor qualidade, que é onde se concentram 85% de nossas crianças e adolescentes, ainda são tímidos. Com alguma frequência vemos alguns exemplos de escolas modelo espalhadas por nosso país, em contrapartida, com frequência ainda maior, vemos muitas escolas tratadas com descaso, professores com formação deficiente, muitas vezes posicionados fora de suas especializações, com remuneração inferior a muitas funções básicas.

A partir, especialmente, dos anos 90, o ensino fundamental no Brasil foi praticamente universalizado, verificando-se também um crescimento nos ensinos médio e superior, este último teve um aumento de 300% em suas inscrições, parecem bons números, desde que não consideremos no caso do ensino fundamental, o tempo que esses jovens efetivamente permanecem na escola, e no ensino superior, quanto isso representa da fatia de jovens de nossa sociedade em idade universitária e em todos os níveis a qualidade do ensino. Para se ter uma ideia, alunos brasileiros passam em média menos de 4 horas em sala de aula por dia, enquanto na África do Sul, para efeito de comparação, é de 6 horas a carga horária diária, se compararmos então quantos anos, em média, efetivamente nossos alunos ficam na escola, o dado é ainda mais alarmante, 5,7 anos! Comparando com a nossa vizinha Argentina que mantém seus estudantes por 9,2 anos temos uma boa ideia de quanto estamos atrasados no que tange ao desenvolvimento e formação de nossos cidadãos, antes até de pensa-los enquanto profissionais.

Evidentemente há consequências, especialmente sociais, porém, nos concentremos apenas nas econômicas, algumas delas, a baixa produtividade, menores investimentos em novas tecnologias, já que não há quem as opere, o que, entre diversos outros aspectos, limita o crescimento da economia. Um reflexo claro é a chegada de profissionais estrangeiros em nossas corporações, cerca de 26.000 profissionais com este perfil chegam ao Brasil todos os anos. Porém, mesmo com todos os estes impactos, o que se observa, ano após ano, é que poucas mudanças tem acontecido nesse sentido, ao contrário, percebemos a qualidade do ensino cada vez mais baixa. E o que fazer diante deste cenário? Qual é o papel das empresas e, mais especificamente, de seus profissionais de treinamento e desenvolvimento considerando este contexto? Será então que as empresas devem assumir este papel, dar alguns passos atrás, e contribuir na formação de cidadãos melhores para que por consequência estes sejam profissionais melhores? Será que esta educação proporcionada pelas empresas deve estimular a inclusão e o pensamento criativo, ajudando a formar seres humanos com cada vez mais iniciativa em busca de inovações?

Como disse Piaget, “O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram”, diante disso, se queremos profissionais melhores, parece claro nosso papel.



Rafael Oliveira – Consultor em Treinamento e Desenvolvimento

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