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Larguei emprego para viver na Praia.
Por Rodrigo Dantas

02 de 08 de 2013

Como Larguei emprego para viver na Praia? No dia 2 do mês passado tomei uma decisão muito importante, talvez a mais importante delas na minha vida profissional. Saí do emprego. Pedi demissão.
Como Larguei emprego para viver na Praia?

No dia 2 do mês passado tomei uma decisão muito importante, talvez a mais importante delas na minha vida profissional. Saí do emprego. Pedi demissão. No dia 2 do mês passado tomei uma decisão muito importante, talvez a mais importante delas na minha vida profissional. Saí do emprego. Pedi demissão.

Para entender melhor: tinha 13 anos de história na empresa mais lucrativa do Brasil. Era executivo a quatro anos dessa empresa (banco) e competia a mim principalmente a gestão do negócio bem complexa: uma equipe comercial de 6 gerentes, responsabilidade direta sobre resultados, alto controle de riscos e também conquista de novos clientes corporativos.

Nos 13 anos que estive nessa empresa passei por diversos setores. Comecei em 2000, como contínuo, cheio de sonhos e anseios. Fui caixa, chefe de serviços e etc. Sempre fui subindo de posto no momento certo, soube aproveitar cada oportunidade como nunca. Em 2005 fui promovido a gerente comercial, tinha só 23 anos. Tinha que provar diariamente que eu era competente por causa da idade. Era uma rotina diária para convencer as pessoas que minha idade era apenas um detalhe sobre as responsabilidades que me cabiam. Já era pai e marido, por exemplo. Fui promovido mais uma vez aos 25 anos. E com 26 anos, alcancei o nível gerencial mais alto da empresa, o de Gerente Geral. O próximo passo único era o de Superintendente, o maior cargo de funcionário da empresa. Esse era o ano de 2009.

4 anos (exatos) depois eu entreguei minha carta de demissão. Sem dor, sem remorso e principalmente de cabeça erguida. O caminho comum desse processo é ser demitido, como estava acontecendo com pessoas do meu cargo. Quando informei que iria sair do banco, até familiares me disseram: “Você é louco”. Amigos, colegas diziam que eu deveria esperar um pouco mais, que não achavam certo eu largar direito de verbas rescisórias e etc. Outras pessoas que se preocupavam comigo (pai, mãe e etc.) diziam que era muito arriscado. Eram muitos riscos.

Antes de concluir minha decisão de sair, reuni minha família: esposa e filhos numa mesa num almoço e disse o seguinte: vou sair do banco. O momento de apreensão no primeiro segundo foi de tensão, já que até os filhos sabem o que está envolvido: benefícios, bônus, plano de saúde etc. De prontidão, é uma coisa chocante para todos. Mas esse é momento crucial para entender toda decisão difícil deve ser compartilhada, principalmente se as pessoas vão ser afetadas com sua decisão. Olhei nos olhos deles e consegui reconhecer um “Tamo Junto”.

Decidi que sairia em 2012 ainda. Nunca escondi de ninguém, até meus chefes diretos sabiam. Deixei claro para eles que já não me sentia parte daquele negócio. Eu iria mudar.

Para tomar essa decisão eu tive 3 grandes insights.

Primeiro insight. Em 2011 fiz um curso em Stanford, Califórnia. Stanford é uma universidade que por si só respira empreendedorismo. Lá foram criadas empresas como Google e Apple, por exemplo. Acertei na faculdade e na formação. Gastei bom dinheiro, mas valeu mais à pena do que fazer outra pós-graduação no Brasil. Além de ter acertado pesquisei bastante antes de escolher um curso. A sorte estava tanto do meu lado que Stanford foi eleita pela Forbes, a melhor faculdade americana de 2012 (Saiba mais aqui). Antes de ir, aprendi inglês (de verdade, não em cursinho) no Brasil, coisa difícil de alcançar.

O Segundo insight, e o mais importante deles, foi receber sondagens de empresas querendo me contratar. Por questões salarias, não aceitei trabalhar num dos maiores ecommerces de sapatos do Brasil, e na maior rede social do mundo, que acabara de abrir escritório no Brasil. E por uma questão de detalhes, não fui trabalhar na maior empresa de pagamento do mundo.  Aí comecei a perceber quanto valia meu currículo. Faça esse exercício: calcule quanto vale a sua hora. Seu ganho total anual dividido pelo tempo de horas trabalhadas é o quanto você vale no mercado por hora (tem gente que vai se surpreender). E foi aí que comecei a me questionar sobre meu trabalho.

O Terceiro e mais ameno dos insights, foi não concordar com o caminho que o banco tinha escolhido. Eu não acreditava naquelas escolhas da empresa. Esse não foi o fator decisivo para minha saída, mas contribuiu em pelo menos 20%. Aceitar esse terceiro motivo, era na prática largar direito de tudo: a viagens internacionais com a família, uma ilusória sensação de conforto e também o status de cargo/empregado/executivo. Por isso foi fácil para eu decidir nesse ponto. Nunca tive medo de recomeçar ou de mudar. E melhor do que isso, nunca tive medo do meu próximo passo. Mas sempre fiz com que as decisões estivessem na minha mão. E não tinha sequer a vaidade costumeira da vida corporativa. Só para citar um exemplo, enquanto alguns dos meus pares andavam de carros importados eu comprei um fusca. Tá certo que era um carro de colecionador, mas era impactante para muitos eu chegar às reuniões de fusca, enquanto outros executivos chegavam de carrões (que é erroneamente um símbolo de vitória).

Essas 3 variáveis (insights) mais o apoio da esposa e filhos, virou uma decisão muito forte. No dia em que avisei meu superior, a expressão de surpresa foi tamanha que o bate papo programado para 20 minutos, virou 2 horas. Nesse mesmo dia chamei meu imediato, um dos gerentes que mais confiei na minha carreira e também deixei claro que minha saída tinha data e hora marcada. Não foi simples assim aceitarem, mas vou encurtar para não perder o foco.

O dia “D”

Como tem que ser, preparei o dia, entreguei minha carta de demissão e me despedi das pessoas com um simples email. Agradeci aqueles que contribuíram diretamente comigo.  Foi uma simples despedida, como deve ser. Levei comigo somente um envelope, com 2 documentos dentro. Já demiti pessoas que tiveram que levar 2 caixas cheias de pertences, fico me perguntando o que eles levaram dentro? Deixei uma herança honesta onde passei. Promovi pessoas, comemorei muitas conquistas e soube aproveitar cada dia dentro da organização. Esse é o legado.

Como tudo na vida, a vida profissional deve ser equivalente ao seu estado de espírito. Poucas pessoas são honestas consigo mesmo para tomar esse tipo de decisão. Largar salários altos, bônus e conforto pela incerteza do mercado. Mas há um detalhe aí que não citei em nenhum momento do texto: a coragem. Se pegar o histórico da minha família, é um histórico inteiro de empreendedorismo e coragem. Meu avô e meu pai já tomaram decisões mais difíceis para tornar sonhos em realidade. Me apeguei nisso também. Quando amigos e familiares diziam: “Pô Rodrigo, é muito risco”. Eu aceitava o conselho, porém risco estava exatamente em continuar naquela situação. Risco é não arriscar. É frustrar-se com não ter tido coragem. Risco é não ir atrás de uma ideia, não perseguir um sonho.

Os próximos capítulos da minha história profissional serão bem emocionantes, desafiadores e também muito instigantes. A maior mentira que contam por aí é que vida profissional em ascensão não combina com boa vida familiar. Bullshit! Ela precisa estar equilibrada para esse salto ornamental. O esporte me ajudou também, comecei a surfar, correr (por incentivo da esposa) e mudei hábitos que não fazia há tempos.

Pensei em escrever esse texto como veio exatamente na minha cabeça, sem correções ou edições para torná-lo mais agradável, para que outras pessoas que estejam angustiadas em empreender ou mudar tenham a coragem ou se preparem melhor para essa decisão.

Tenho um grande amigo, um dos melhores profissionais que conheci nesses 13 anos, que foi demitido meses atrás. Sofreu bastante, mas superou. Virou empreendedor também, e já colhe sucessos muito rapidamente. Ele me disse uma coisa que vai ficar marcada: “Você só consegue enxergar o mundo de oportunidades, quando você está dentro dele”.

O título do texto “Larguei meu emprego para viver na Praia” é uma metáfora. A vida ainda é desafiadora para quem quer vencer. Por enquanto, meu novo caminho profissional estou escrevendo por aqui => Sonhogrande.net

Se por sorte, te oferecerem um trampolim, pula! Se não, construa você mesmo (a).

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COMENTÁRIO:
Maria Helena D Santos Postado em 16/08/2013
Olá Rodrigo, Você tem deixado seu legado com ótimos exemplos. A Vida é feita de gente, e precisamos nos sentir HUMANOS. Ser Feliz, é fazer o que se gosta , dentro do respeito aos outros e auxiliando a todos que estiver a nossa volta a serem felizes. É isto que v

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RESPOSTA:
Alexandre Leao Postado em 06/08/2013
Uma tragetoria de sucesso para um profissional que possui um mercado de portas abertas esperando...Admiração abs Ale

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