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O vai e vem do dinheiro
Por Benedicto Ismael C. Dutra

18 de Abril de 2013

O que é inflação? Quando começamos a ter a sensação de que a moeda está perdendo valor e que as coisas começam a custar mais que o dinheiro que dispomos, isso é inflação.
O que é inflação? Quando começamos a ter a sensação de que a moeda está perdendo valor e que as coisas começam a custar mais que o dinheiro que dispomos, isso é inflação. Estamos diante dos mistérios do capital. Se falta dinheiro, ocorre uma paradeira dos negócios e redução dos empregos. Por outro lado, se a circulação da moeda avançar mais do que a produção de bens, ou se ocorrer um sensível aumento do crédito com baixo custo, as pessoas passam a ter meios para promover um aumento no movimento de compras que vai impactar no aumento dos preços, simultaneamente com a desvalorização do dinheiro.

Causas internas ou externas estão associadas ao mesmo mecanismo, ou seja, um rápido aumento na possibilidade de fazer compras. Na economia globalizada, o excesso de produção de dinheiro em outros países acaba transbordando, causando interferência onde a moeda se fortalecer com a invasão. Valorização cambial influi no comércio externo, podendo incentivar as exportações, ou as importações. A elevação da taxa de juros tem sido usada para atrair capitais e frear o consumo.

No Brasil, tivemos longos períodos de subconsumo ou demanda reprimida, produção limitada, mercado cativo, preços com boa margem para assegurar lucros crescentes, ausência de um programa para promover equidade na produção e consumo. As pessoas queriam comprar, mas não tinham como, com salários baixos e juros estratosféricos. Os que tinham algum dinheiro deviam se contentar com produtos de baixa qualidade que não acompanhavam as inovações externas. Atualmente, a situação melhorou, mas a produção não evoluiu e passamos a depender mais dos importados.

No vai e vem do dinheiro, grande parcela da população brasileira, marginalizada do consumo, precisa agora aprender a disciplinar-se e equilibrar as contas pessoais. Tomar cuidado com os cartões de crédito e compras parceladas no cheque ou crediário, pois do equilíbrio individual e familiar, e de seu esforço em poupar, depende o futuro do próprio país. Mormente agora que a economia saiu do rumo e ainda não foram encontradas formas para restabelecer um novo equilíbrio mais saudável e mais equânime, que possibilite a produção, empregos e o consumo, sem que o país entre numa rota de endividamento.

Nessa movimentação do dinheiro, com os juros compostos e a contabilidade, a acumulação pode tender para o infinito, criando um imenso estoque virtual de liquidez. Crises bancárias e estouro das bolhas especulativas provocam o congelamento do crédito, repercutindo na atividade econômica, provocando redução das atividades e dos empregos. Não parece estranho que bancos venham a público para dizer que tiveram prejuízo de vários bilhões de euros ou dólares? Fala-se de operações financeiras de alto risco, mas ninguém nunca fica sabendo os detalhes dessas transações. O que é isso? Cassino ou Banco? A concorrência se torna feroz, a insegurança aumenta. Procura-se um porto seguro; onde encontrá-lo?

Em meio a uma guerra econômica não declarada, estão surgindo experimentações de medidas incomuns, como o aumento de liquidez promovido por norte-americanos, europeus e japoneses; e agora mais recentemente o confisco das poupanças, através de imposto sobre depósitos bancários como se pensa fazer no Chipre.

Esse confisco tem assim um jeitão de esterilização de liquidez excessiva no mercado. O esvaziamento de bolhas especulativas também provoca o desparecimento de liquidez. O mesmo que ocorre com o endividamento dos Estados, vorazes absorvedores de recursos; mas agora, muitos deles estão inadimplentes, e não dá para aumentar a sua dívida.

Fala-se muito em paz, mas as lutas pelo poder ficam à frente, determinando as prioridades. Ainda não estabelecemos um objetivo comum de conquista da paz e das condições para o progresso real. Se isso não foi alcançado quando a população mundial situava-se em níveis mais condizentes com os recursos disponíveis, agora que estamos extrapolando todos os limites da sustentabilidade, isso fica mais difícil ainda. O comércio, a produção e as finanças globalizadas vêm possibilitando a progressiva concentração da riqueza e do controle do poder, mas os negócios têm de ser bem estruturados para garantir acumulação continuada de lucros. As empresas transnacionais passaram a ter grande influência sobre o nosso modo de vida. Dependemos muito delas e da sintonia que adotam, podendo contribuir para a sustentabilidade, possibilitando um viver ameno em busca do aprimoramento humano, ou, numa guerra de disputas econômicas, conduzir a humanidade e o planeta à beira do abismo. Como bem afirmou Carlos Gohsn, presidente da Nissan, em entrevista para a Globo News: “Ser rápido nas decisões do dia a dia, no curto prazo, sem perder a visão de longo prazo. As pessoas estão prontas para colaborar no enfrentamento das crises, mas precisam de esperança sobre o futuro. O mundo atua como o grande mercado global. Temos de pensar grande. Não tem problema sem solução; temos de batalhar até encontrá-la”. Esperemos que os egocentrismos sejam postos de lado para caminharmos na direção da paz mundial, com progresso e qualidade de vida.

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