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Tudo que vai, volta
Por Rodrigo Dantas

12 de Dezembro de 2012

Em julho de 2011, perdi meu celular. Quero dizer: roubaram meu telefone celular. Saí de uma reunião na Av. Faria Lima e peguei um táxi em direção à minha casa. Costumeiro é o inverno de São Paulo trazer a garoa e chuva nesse período. Embaixo do viaduto Octavio Frias de Oliveira, o viaduto da Ponte Estaiada: fui assaltado.
Em julho de 2011, perdi meu celular. Quero dizer: roubaram meu telefone celular. Saí de uma reunião na Av. Faria Lima e peguei um táxi em direção à minha casa. Costumeiro é o inverno de São Paulo trazer a garoa e chuva nesse período. Embaixo do viaduto Octavio Frias de Oliveira, o viaduto da Ponte Estaiada: fui assaltado. Os ladrões naquela época usavam o trânsito que parava embaixo da ponte para fazer um arrastão em táxis. Eu fui vítima desse esquema. Foi-se um Celular Iphone com 2 meses de uso, uma pasta de documentos e um relógio. Graças a Deus o final da história é feliz, já que a arma apontada na minha cabeça, e o tapa que o taxista tomou não resultou em tiro. Estávamos vivos, ufa! Esse é o cotidiano de uma cidade como São Paulo. Uma cidade acuada frente aos bandidos, ao tráfico que motiva os roubos e a quantidade de gente que escolhe o modo mais fácil de ganhar a vida.

Estou falando de uma história que nada tem de especial nem de espetacular. Não fosse o fato de que hoje, dia 12/12/2012(olha a coincidência da data) exatos 18 meses do acontecido, ou seja, 1 ano e meio depois, eu estou com aquele celular que me roubaram no táxi. Sim, o mesmíssimo Iphone 4. Com o mesmo número de Série, mesma configuração e ainda em bom estado.

Na segunda do dia 10/12/2012 uma gerente da Loja Vivo do Shopping Eldorado me ligou às 22h para me questionar se eu havia perdido um celular Iphone. Eu surpreso com tudo disse que sim, mas se tratava de um roubo. Após ela me confirmar alguns dados ela me disse que a conversa estava no viva voz e que estava presente o Sr. Gilberto Sayegh de posse do dito Iphone. Ele estava usando o aparelho havia 6 meses com um chip de outra operadora e que ao tentar fazer a portabilidade o aparelho apareceu bloqueado como Roubo. O procedimento normal num caso desse, segunda a Gerente Tamíris da Loja Vivo, o comum é a pessoa de posse do aparelho dar meia volta, dizer que ganhou o telefone e adeus. O Aparelho é campeão de roubos em São Paulo e acaba sendo comum uma loja receber um aparelho com bloqueio de furto ou roubo aparecer para desbloquear o telefone, mas que todas as vezes a pessoa não quer ficar com o prejuízo. Ela simplesmente pede o celular de volta, usa em outra operadora e vida que segue. Essa é a indústria do crime, ela funciona de forma sistemática: produtos furtados são repassados a um preço muito baixo. As pessoas que compram não se apegam ao fato de estarem fomentando o próprio crime. E ainda existe o absurdo de quem pensa no jargão: “se eu não comprar outro compra”.

Não importa a história de como o Iphone foi parar nas mãos do Gilberto, o que importa é que chegou nas mãos dele de uma forma honesta. Ele não sabia da procedência de um celular que depois de mim deve ter passado por mais 5 pessoas. Ele simplesmente quis devolver o telefone ao maior prejudicado da história. A irmã dele o presenteou. E pagou por ele. Ou seja, esse mesmo Iphone no qual eu paguei lá atrás cerca de R$2 mil, foi usado por no mínimo outras 5 pessoas antes de chegar ao Gilberto. Tirando pela média que se paga no mercado negro por um aparelho desses, esse mesmo celular deve ter gerado no mínimo R$5 mil de faturamento aos vendedores. Somente o Gilberto não quis ganhar ou se aproveitar da situação. Talvez os outros não sabiam da procedência quando compraram de terceiros.

Estamos tão acostumados com o “jeitinho brasileiro” que muitas vezes esquecemos da real importância e grandeza da honestidade. Quando conversei com o Gilberto pela primeira vez no telefone sobre a devolução do aparelho a coisa mais importante que ele me disse foi: “O aparelho era seu, não é justo, se fosse comigo eu ficaria muito chateado, não vou conseguir ficar bem se não devolver”. Empatia senhores, coisa muito falada e pouco praticada.

Gilberto Sayegh, esse é um nome de alguém que acredita na verdade simples. A atitude dele me fez pensar que se fosse uma maleta de dinheiro não mudaria nada. Ela voltaria ao destino, se o dono pudesse comprovar.

Ah, eu não recompensei em nada o Gilberto. Acho muito ruim recompensar uma atitude dessas com dinheiro. Seria contra alguns princípios que tenho. Honestidade não se compra. Sobre o destino do Iphone ainda não decidi, por isso vou revisitar esse texto logo.

Eu poderia falar muito sobre a maldade humana, jeitinho brasileiro e até sobre os índices de criminalidade no Brasil mas, hoje não.

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COMENTÁRIO:
Jennyfer Postado em 25/12/2012
Rodrigo, essa onda de arrastão quando o trânsito está parado é cada vez frequente. A última vez que me deparei com a situação, eu estava dentro de um ônibus, na Av.Nove de Julho, quando dois assaltantes passaram saqueando os caros, levando celulares, relógios e pastas.

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RESPOSTA:
Jennyfer Postado em 25/12/2012
(Continuando, porque não coube no primeiro post.. rsrs) Realmente a atitude de Gilberto foi uma surpresa e tanto, não deveria ser, mas ainda é! Graças a Deus ainda existe pessoas como o Gilberto!

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Amauri Junqueira Postado em 15/12/2012
Também estou com o Marcos Trindade: existem muitas atitudes honestas, mas a mídia não vai divulgar isto com ênfase, um caso ou outro, como se fosse um "oh, isto existe!" para mostrar alguma lição de moral, mas nunca como algo corriqueiro, que existem e muitos.

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Reinaldo Postado em 14/12/2012
Faço dás palavras do Clovis as minhas. Infelizmente neste país honestidade virou virtude e/ou qualidade. abçs a todos

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